Talvez você esteja tentando adiar ao máximo uma decisão que parece impossível.
Talvez olhe para o seu filho e pense: “será que é o momento certo?”
“será que eu vou magoá-lo?”
“será que ainda dá pra tentar mais um pouco?”
E, no meio disso tudo, você vai se anulando um pouco.
Tentando manter tudo funcionando, mesmo quando o peito já está cansado.
Mas sabe o que aprendi, ouvindo tantas mulheres e famílias ao longo dos anos?
É que o melhor para os filhos não é viver em um lar perfeito — é viver em um lar verdadeiro.
Um lar onde existe respeito, escuta e segurança emocional.
Mesmo que os pais não estejam mais juntos.
Decidir pelo fim de um casamento não é desistir da família — é, muitas vezes, salvá-la de um sofrimento silencioso.
É permitir que cada um possa seguir sendo inteiro, inclusive o seu filho.
Então, se hoje você ainda não consegue decidir, tudo bem.
Mas se sente que algo precisa mudar, talvez o primeiro passo seja apenas conversar sobre isso — sem culpa, sem pressa, com alguém que entenda o que está em jogo.
Com carinho,
Melina Wilasco
Advogada de Famílias e Sucessões
